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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

 
Soneto 116
 
De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou
.
William Shakespeare
Tradução de Bárbara Heliodora

Por quem os sinos dobram - John Donne

Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se tivesse perdido um promontório, ou perdido o solar de um teu amigo, ou o teu próprio. A morte de qualquer homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido; por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

                       Tradução: Paulo Vizioli

Aqui no Brasil não se costuma recitar poesias em casamentos, ou mesmo fazer os votos personalizados, muito embora os Batistas o façam com frequencia, influenciados pelos missionarios americanos, nossos p-ais na fé .
Embora esse texto fale de perdas, também pode ser usado em um momento alegre, haja vista que os sinos também dobram em dias de festa